Clark/Barber Gainster

•setembro 25, 2011 • 4 Comentários

Foto de cima

Há tempos vinha procurando um overdrive low/medium gain que não fosse estilo tube screamer, cujo clone que fiz detestei. Dentre as opções disponíveis no mercado gostei muito dos pedais da Barber Electronics, em especial o LTD normal e o Custom Cool, que além de terem um som excelente, sem o famoso mid hump, possuem uma boa construção/acabamento a um preço justo (lá fora). Contudo antes de comprar qualquer overdrive, tratei de adquirir um bom amplificador valvulado, pois dependendo do qual escolhesse não sentiria a necessidade de um overdrive, apenas usaria o do amp.  Acabei optando por um clone do Fender Bassman, que possui um headroom bom e também um overdrive excelente em volumes mais altos.

Nessa pesquisa por amplificadores vi que a Clark Amplification, famosa por construir clones dos Fenders tweed, fazia um único pedal que visava simular a distorção desses amplificadores que é o Gainster. Todavia na época esse pedal estava descontinuado (voltaram a fabricar recentemente devido a muitos pedidos) e era muito caro (380 dólares), pois é feito com componentes mitológicos e montado ponto a ponto.  Devido a isso pesquisei e encontrei um esquema para esse pedal, que passei para um amigo que o montou, pois na época estava muito ocupado e não era um gênero de primeira necessidade.

Dois meses depois o testei e gostei muito do som, soou bem legal com a minha Danelectro, assim resolvi comprar o original, mesmo porque queria conferir o esquema. Por outro lado não estava disposto a pagar 300 dólares ou mais em um usado assim tinha duas alternativas. A primeira era comprar um Red Snapper da Menatone ($180), pois o Gainster é clone dele (se Clark copia amplificadores porque não pedais?) e a segunda era comprar outra versão do Gainster que foi feita pela Barber sob licença da Clark. Optei pela segunda, pois gosto da construção da Barber, mas teria dificuldades em conseguir um, já que foi feito durante apenas dois anos e depois descontinuado. Felizmente após alguns meses de pesquisa consegui um e demorou cerca de dois meses para chegar (já acreditava que tivesse sido “perdido” no caminho).

Ao chegar parecia novo, apesar de usado por quatro anos (é datado de 2007). Acho que se deve em parte a qualidade da pintura e dos silks, que são muito resistentes (tipo o Fulltone), minha única reclamação é que poderiam ter posto o led no lugar da chama do cigarro (seria mais legal).

Interior do pedal

Por dentro é uma construção bem limpa, tudo que se espera de um pedal Barber. A placa não é presa por espaçadores, mas está bem fixada pelos fios (embaixo dela tem uma espuma que a impede de tocar na caixa) e segundo David Barber, feita de maneira a deixar as trilhas as mais curtas possíveis, além de ser dupla face.

Placa do circuito


Obviamente foram usados alguns componentes míticos, nesse caso resistores de carbon composite. Tem uma lenda que deixariam o som mais orgânico e profundo (mesma coisa dos capacitores a óleo), pois eram utilizados em amps vintage. Segundo li em um artigo do RG Keen ( http://www.geofex.com/article_folders/carbon_comp/carboncomp.htm ) esses resistores em amplificadores valvulados trabalhando sob alta tensão, por serem vagabundos produziriam uma pequena “distorção” e talvez alterassem o som, mas que em pedais operando a 9v não influenciariam em nada, talvez só acrescentassem em ruído.

Os capacitores utilizados não são muito místicos ou exóticos, a exceção de um silver mica (um preto, em cima no canto a esquerda), que apesar de moderno dizem ser bom para áudio.  Uma modificação ao projeto “original” da Clark foi a inclusão de um trimpot interno que aumenta os graves e corpo do overdrive, que é controle hi cut do Menatone.

Como nem tudo são flores dá para reparar pela foto que apesar de a placa ser dupla face os componentes só foram soldados na face inferior (exceto os componentes que ficam fora dela). Não modifica o som do pedal, mas por que fazer uma placa dupla face se só utiliza uma, ainda mais quando se clama que todos os pedais deveriam ser feitos assim? Outros fabricantes que usam placa dupla face (como o Hartman, Analog Man, etc) soldam os componentes dos dois lados (como era de se esperar).

Ao comparar os valores dos componentes dele com o do schematic há discrepâncias no valor de alguns capacitores e do ci, que no schematic é o LF 353 e tanto no original como nesse é o JRC072. A pessoa de quem eu comprei possuía também o original e me avisou que eles soavam um pouco diferentes, imaginava que seria somente devido a diferença de componentes, mas ao que tudo indica de valores também.  Um amigo montou um clone desse pedal com o esquema disponível e fiz um pequeno vídeo para compará-los. Deixei os trimpots de ambos zerados para que a diferença de som fosse devido a outros fatores. Em minha opinião os dois soam muito bem, o clone tem mais ganho (imagino porque tem outro ci) e mais volume, porém é um pouco mais ruidoso.

MG Music Stereovibe

•setembro 18, 2011 • 3 Comentários

Foto de cima

Hoje voltarei a falar da MG Music. Há vários meses atrás um amigo adquiriu esse pedal usado por um preço razoável (próximo ao de um Monovibe novo) considerando que ele novo custa R$800, sendo que atualmente não sei se é mais fabricado. Tem meses que venho pedindo a ele para dar uma olhada por dentro, pois até hoje não vi gut shots dele (apenas da sua versão mono), mas era sempre muito conservador e não deixava até que consegui fazer um acordo.

O interessante desse pedal é que possui dois circuitos de vibe e eles estão sempre acionados, ou seja, você não escolhe entre um e outro no meio da musica, o que pode ser feito é zerar os controles de um e utilizar o outro. Por outro lado ele lhe dá a possibilidade de misturar chorus com vibrato ou vibratos e chorus em velocidades diferentes.  Além disso, possui dois push pull pots para alternar entre os modos vintage e modern e uma chave que alterna o pot de velocidade para o lado, podendo ser usado como “pedal de expressão”. Não vou me ater ao acabamento externo porque já falei dele em outro post, mas é interessante ressaltar que a caixa é a mesma usada nos outros pedais, apenas montada de lado com os jacks no topo.

Ele tem dois inputs (não sei para que), a chave mono/stereo e os dois outputs. Aqui em casa por sorte possuo dois amplificadores e pude testá-lo em estéreo. O som, ao contrário do que imaginava, não ficou dividido em chorus de um lado e vibe no outro, apenas efeito e dry output. Além disso, o volume do dry output é bastante reduzido em comparação com o do efeito. Não entendi que benefício pode-se obter desse estéreo. Em breve colocarei um vídeo mostrando isso.

Foto interna

Para variar ele não é nenhum primor em qualidade de construção. Ele possui a construção melhor que o meu That Echo, mas não do que o de seu dono (pelo menos a placa já não está mais presa com cola quente). Presumo que foi construído em algum período entre esses dois, apesar de achar que os mais modernos mantiveram esse padrão.

Detalhe das placas

Ele possui duas placas do Monovibe (as verdes) mais essa terceira placa, na qual é soldada a chave e algum circuito extra. Pesquisando sobre ele descobri que não é só clone do easy vibe, disponível no geofex ( http://www.geofex.com/PCB_layouts/Layouts/easyvibe.pdf ), mas como a exemplo do That Echo a empresa novamente não fez um novo layout.  Obviamente eles podem estar pagando direitos autorais pelo seu uso, porém não acho provável. Nesse site também ensina a modificar o projeto original do Univibe para estéreo, não sei para esse foi feito de forma semelhante.

A placa do efeito me parece razoavelmente bem feita, apesar de não gostar desses fios soldados no lado da trilha e presos com cola quente. Não sei se soldaram dessa maneira porque era necessário para torná-lo estéreo ou se no Monovibe também é assim. O que me incomoda é a placa acessória.  Percebe-se que ela não foi feita industrialmente como as demais, o que é justificável, pois presumo que é um pedal com pouca saída e não compense mandar fazê-la, apesar que caso as placas dos pedais sejam feitas em um mesmo lugar e que se venda 60 de cada por mês (o Marcelo disse isso em entrevista para um jornal) quem sabe. O problema é que parece ter sido desenhada manualmente e se prestar atenção no lado direito foi aplicado solda, possivelmente pela trilha ter se rompido ou por estar muito fina. É claro que apesar do desleixo na montagem o pedal funciona, mas como ele não é barato (nesse site é vendido a 569 euros: http://www.altanatubes.com.br/index.asp?secao=27&categoria=115 ) poderia ter sido mais caprichosa. Considerando o preço poderia ter sido usada uma placa de fibra de vidro assim como no meu That Echo e feito as trilhas através de transparência, que no meu ver é um método pouco mais trabalhoso, mas infinitamente superior.

O curioso desse pedal é que não usa uma chave 3pdt pra acionar/desacionar, mas uma 4pdt (olhe os 12 pólos na placa acessória, se prestar atenção na primeira foto dá para reparar que a chave da direita é maior que a esquerda), pelo desenho parece essa: http://www.smallbearelec.com/Detail.bok?no=670 . Pesquisando sobre o Analog Man Chorus descobri que para a versão estéreo desse pedal é usado um sistema de relay (relé)  ao invés de 4pdt porque essas seriam muito frágeis. Não sei se ele se refere a essa chave específica mas fica a suspeita. Ao pisar nela não me pareceu mais frágil do que as 3pdt comuns, mas só o tempo trará a resposta. Eu por via das dúvidas teria cuidado ao acioná-lo devido essa combinação chave mais placa.

Detalhe interno

Detalhe interno: capacitores a óleo

Uma coisa que me deixou intrigado foram os capacitores soldados nos push pull pots. Infelizmente não chequei os valores deles, mas supondo que os dois circuitos são iguais, por que foram colocados dois capacitores de tipos diferentes no mesmo lugar? Não faço a mínima idéia, talvez seja problemas no estoque de peças.

Por ultimo queria saber quantos capacitores a óleo esse pedal possui, já que é uma das propagandas da MG Music e deixariam o som mais cremoso, quente, etc. Nos amplificadores eles dizem que colocam em todos os lugares que possuam os valores desses capacitores, portanto imagino que seja assim nos pedais.  Ao abri-lo notei a presença de dois capacitores, que estavam fora da placa e presos com cola quente na caixa. Jamais montei um vibe mas sei que é um projeto que possui muitas peças (bem mais que a maioria dos fuzzes) assim acho pouco provável que estejam em todos os pontos possíveis. Em contrapartida há certa polêmica em torno desses componentes, uns dizem que são menos duráveis e não tem diferença sonora enquanto que outros sugerem que melhora o timbre, em especial quando usados no tone da guitarra. Um cara fez vídeo muito interessante no qual compara os diferentes tipos de capacitores nesse uso, tirem suas próprias conclusões: http://www.youtube.com/watch?v=92G-jw4TqS4

Pessoalmente notei uma diferença sutil nos PIO’s, mas nada que me convencesse do hype em cima deles. Talvez em amplificadores valvulados que usem pelo menos uns cinco deles possa ser observada uma diferença mais perceptível.

PS: A MG Music não foi a primeira fabricante de pedais a usar PIO’s, a Clark Amplification já utilizava há muito tempo no Gainster, talvez seja daí que tiveram a idéia.

Danelectro Spring King

•agosto 7, 2011 • Deixe um comentário

Foto de cima

Estive meio ausente esses últimos tempos pois estava terminando minha graduação, mas agora creio que terei mais tempo para postar no blog e fazer mais pedais. Esse pedal comprei no fim do ano passado de um cara no Mercado Livre para deixar o som com um pouco mais de ambiência, na época achava meu som muito seco então decidi adicionar um reverb ao pedalboard (meu amp não possui). Estava procurando um pedal que tivesse o som próximo ao de um Fender Twin mas não queria um que fosse digital (olha o preciosismo) portanto não sobraram muitas opções, mesmo porque não tinha dinheiro e paciência para transportar uma unidade de reverb valvulada da Fender ou seus clones/derivados.  Pesquisando encontrei apenas três pedais relativamente portáteis que possuem um tanque de molas: o Sole Mate da Van Amps (tem outros modelos mas para mim conta como um só), o Little Lanilei da Songworks e o Spring King da Danelectro, sendo que todos usam um tanque B8 da Accutronics a exceção do Danelectro, que possivelmente tem um tanque xing ling similar ao B8. Desses o que para mim soou melhor foi o Van Amps contudo por ser bem caro e necessitar de outra fonte não me interessei tanto. O Little Lanilei apesar dos gráficos legais pelos demos e reviews não me cativou portanto sobrou o Danelectro, que é o mais barato e funcionava com fonte comum e aliada a minha boa experiência com essa marca resolvi arranjar um usado.

Sonicamente falando esse pedal foi uma grande decepção, não lembrava em nada o som de um Twin. O seu efeito só se tornava perceptível em regulagens mais extremas e o controle de tone fazia pouca diferença.  Não sei se minha unidade tava defeituosa (não dá pra confiar muito em pedais xing ling) mas os vídeos do youtube soaram bem melhores que o real. Depois disso acabei descobrindo nesse fórum http://surfguitar101.com/forums/topic/5579/ um cara que fez umas mods nele para soar melhor, inclusive por uma saída para um tanque B4 (o mesmo usado no Twin). Não me entusiasmei em fazer mods nele, pois usa componentes smd e não queria ter de carregar um tanque B4 por aí portanto acabei passando ele pra frente. Apesar de não gostar do som dele talvez ele possa ser útil a quem gosta de surf music.

Foto do tanque

Há em outros sites fotos internas desse pedal portanto não há grandes novidades aqui. O tanque desse pedal é curto e possui três molas, não me parece feito pela Accutronics por três motivos: primeiro que o “original” tem uma “capa” protetora que esse não tem, segundo que pelos meus cálculos ele não caberia na caixa com a capa (tem o exato comprimento da caixa do pedal) e terceiro que a Danelectro (assim como a Behringer) não é uma empresa famosa por usar os melhores componentes em seus produtos.

Foto da placa

A placa é cheia de componentes smd assim como no meu Back Talk, o que torna as modificações um pouco mais difíceis de serem feitas. O curioso desse pedal é que na verdade ele é hibrido, pois além do tanque possui um ci PT2399 para ao que me parece dar mais “profundidade” ao seu som, tanto que uma das mods é separar o som do delay (PT2399) do reverb (tanque).

Depois desse pedal desisti de ter um reverb no pedalboard mesmo porque atualmente já não acho mais tão necessário que valha o investimento, apesar de estar escutando muito artistas que usam bastante. Tentei ver se entusiasmava com algum digital mas até o momento todos me soaram estéreis portanto na minha humilde opinião para se ter um bom som de reverb tem que ter ou uma unidade valvulada ou um amp que já possua (valvulado é claro).

Frantone Peach Fuzz

•fevereiro 27, 2011 • 1 Comentário

Após ter montado um clone desse pedal e ter gostado do resultado resolvi adquirir o original, apesar de achá-lo caro demais para o que é. Atualmente os pedais da Frantone já são difíceis de encontrar, pois pararam de ser fabricados (no site dela está quase tudo fora de estoque) e são poucas lojas que ainda os têm. Os únicos a venda no site dela são os Peach Fuzz custom shop que custam mais de 100 dólares a mais e cuja única diferença aos originais é a pintura (por sinal mais feia). Curiosamente há uma semana vi o Peach Fuzz Tuxedo sendo leiloado no ebay por aproximadamente 200 dólares.

Foto de cima

Por fora a pintura a pintura é boa, mas não é super resistente igual a do Fulltone. Já os escritos foram silkados em uma tinta aparentemente um pouco mais resistente do que a do Hartman. Gostei do protetor de led, que é de metal e dos knobs, que dão uma aparência mais vintage. Não conheço nenhum outro fabricante que use esses itens.

Interior do pedal

A construção interna dele achei muito boa, tudo organizado e limpo.  A placa é de fibra de vidro feita artesanalmente e o layout é o mesmo daquele feito pelo bajaman/supervelcroboy. Os potenciometros são Alpha contudo são de uma série um pouco maior dos daqueles usados no Hartman e no That Echo.

Lado dos componentes da placa

Chave e sistema de relé (relay)

Recentemente consegui bater fotos de cima da placa, após desparafusar a chave, apesar do furo da caixa ser muito apertado, dificultando sua retirada. Aparentemente os valores dos componentes batem com o layout do bajaman, com a exceção do resistor de 9k1 que no meu exemplar é de 10k. As únicas peças difíceis de se encontrar são o ci TLC2262 e o resistor de 576K 1%, que podem ser substituídos por TL072 (apesar de deixar o som menos grave) e 560k associado em série com 15k respectivamente. A dpdt utilizada é da Cliff (imaginava que poderia ser da Carling).

Fiz esse vídeo comparando o som dele com o do clone, tá com o audio meio ruim e confesso que estou tentando recuperar o tempo perdido na guitarra, mas dá pra ter uma noção da diferença sonora entre eles.  Reparem que na segunda regulagem deixei o tone o mais aberto possivel e não houve aumento de agudos, apenas parou de mandar mais graves pro sinal. Acho que alguém no freestompboxes disse que o tone dele funcionava com um filtro diferente, pouco usual.

Frantone Peach Fuzz Clone

•janeiro 20, 2011 • Deixe um comentário

Foto de cima

Após um pouco de pesquisa na net achei o schematic para o Frantone Peach Fuzz no blog do super velcro boy (atualmente desativado), mas depois encontrei no no http://freestompboxes.org/ . A Danelectro quando lançou a linha Cool Cat fez um fuzz que é clone desse pedal e era vendido baratinho (30 doletas), contudo como é raro no Brasil (não sei por que) o jeito foi montar um, já que  o original da Frantone é muito caro e saiu de linha (assim como os demais dela).

Layout da placa

Originalmente tinha um layout idêntico ao original feito pelo bajaman, incluindo um sistema de bypass através de relay (ou relé). Para economizar espaço na placa pedi a um amigo que fizesse outro layout sem esse relé e que fosse parecido com os disponíveis no tonepad, contudo inclui um circuito da Millenium com 4049.  Fazer esse pedal foi uma verdadeira aventura, pois esse foi o primeiro layout que o meu amigo fez e nós não sabíamos se o schematic estava correto.

Placa com os componentes do alto

Detalhe da placa

Como dá para perceber seja pelo fundo ou pela placa ficou bem próximo do estilo da tonepad. Também é perceptível que o espaço para os dois capacitores eletrolíticos e o de 470nF (aquele perto do transistor) foi insuficiente, isso foi modificado posteriormente no layout.  O curioso é que esse fuzz usa 3 ci: um TL072 (o original usa TLC2262) e dois LM386, que são usados em mini amps. Recentemente descobri que o transistor e alguns componentes próximos ao relay no schematic são desnecessários, pois fazem parte do sistema de bypass. Gostei bastante do som dele, até mais do que o do Rat, não chega a ser “podrão” como um Big Muff, mas possui bastante sustain. Esse pedal dei de presente a um amigo que se encarregou de furar a caixinha e criar o visual. Quando ficou pronto pedi que gravasse um vídeo, aqui está ele: 

MG Music That Echo Folks with Pigs Tail

•novembro 7, 2010 • Deixe um comentário

Foto de cima

Este pedal adquiri em 2008 quando a marca ainda não era tão conhecida e havia poucas informações sobre ela. Vi que algumas pessoas tiveram problemas com a marca (um tópico polêmico sobre o amplificador double deluxe, esqueci em qual fórum), mas decidi compra-lo após ver um vídeo da effeckt pedaler () e ter o preço reduzido em uma promoção de natal da MG.  Quando ele chegou estranhei o acabamento em papel pois achava que era pintura e pelos vídeos realmente parece. Quando o pluguei o som foi idêntico ao que havia escutado, somente achei os leds meio fracos, que troquei recentemente.

Interior do pedal

Ao abrir o pedal mais surpresas. Esperava que o pedal fosse limpo e organizado mas não é exatamente isso que se vê. Vários componentes estão soldados tortos (me parece pressa ao fazer o pedal), há cola quente por todos os lados (inclusive prendendo a placa na caixa) e os fios meio bagunçados. Outro fato importante que descobri depois foi que esse pedal é uma cópia do projeto da general guitar gadgets AD 3208, só que  feito com o BBD MN3205 (possui maior tempo de delay) e com algumas modificações (pigs tail e double feedback). Não é só cópia do projeto como também do layout fornecido no site (basta olhar na minha foto e conferir aqui: http://www.generalguitargadgets.com/diagrams/ad3208_lo.gif ). Surgiram algumas fotos principalmente em sites estrangeiros e a MG foi bem criticada por isso. Não me importo de ser cópia, muitos fazem clones por ai, mas normalmente pelo menos mudam o layout. Sobre os componentes não se nota os capacitores a óleo, que MG não coloca nesse modelo por serem grandes demais (não sabia disso quando comprei) e o resto deles são facilmente encontráveis em sampa com a exceção dos BBDs e compander (SA571N).

Detalhe dos BBDs

Ao conferir os BBDs que no site (bem desatualizado) anunciam ser da NOS Panasonic reparei que na verdade são reedições da cool audio, facilmente encontráveis no Tio Sam. Honestamente acho que não faz muita diferença sonora mas poderia ter sido informado na compra sobre isso, o que não foi o caso. Cheguei a ver uma foto de um pedal com eles, que parece ser mais antigo que o meu, mas possivelmente os NOS devem ter acabado. Neste ano um amigo mesmo sabendo desses percalços decidiu comprar um que apareceu em promoção e deixou eu dar uma examinada nele.

Foto de cima

O pedal continua com o acabamento em papel, só que trocaram por um mais plastificado e liso, bem mais resistente que o meu. Os leds são mais brilhantes e agora tem um protetor para o led do double feedback.

Interior do pedal

Internamente há muita diferença, o pedal está muito mais organizado e limpo, cola quente somente para prender o led do pigs tail. A placa agora é presa em suporte que é fixado com os jacks, portanto para ver o lado dos componentes somente tirando eles, o que o dono não permitiu. O layout também foi alterado, acredito que por causa das críticas. É uma marca que vem evoluindo com o tempo e  melhorando seus produtos mas que ainda tem seus problemas (ainda não é unânime).

Electro Harmonix Big Muff Russo

•julho 4, 2010 • 3 Comentários

Um amigo teve a sorte de arrumar uns dos últimos a serem fabricados lá em 2008:

Foto de cima

A caixa tem pintura eletrostática e a silkagem é bem feita, só achei que poderia ser um pouco mais grossa.

Placa vista de cima

Primeiramente da pra notar que a placa é de fibra de vidro (mais dura e resistente) e fixada pelo jacks, que são de plástico. Uma coisa curiosa é que aparentemente todos os capacitores dele são de tântalo menos um, assim como o meu clone do Rat. Os resistores são comuns e estão bem espaçados entre si, assim como o resto dos componentes.

Vista lateral da placa

Aqui residia a minha grande duvida sobre este pedal: quais os transistores utilizados atualmente no Big Muff?

Como o Big Muff aceita certa variedade de transistores fiquei imaginando se não iria encontrar um transistor militar russo ou algo do tipo mas para a minha decepção é um simples BC547. Apesar disso achei o som dele realmente muito superior ao da versão americana, que achei abelhuda demais. Uma pena que parou de ser fabricado pois era mais barato (uns 60 dólares lá fora contra os 80 da versão americana) e muito bem feito.

Aqui apenas para mostrar que ele usa uma 3pdt, acredito que seja reflexo da concorrência com os seus clones de boutique. Ao lado tem um adesivo indicando quando foi fabricado e a sua esquerda tem um negocio que não sei pra que serve mas tava lá.